
U2
Does she?
Existirá alguma coisa mais estúpida do que síndrome pré-menstrual? Existirá algo mais redutor para uma mulher que este estado de espírito absurdo, incomodo, lamechas, simplesmente ridículo?
Cientistas deste mundo, um apelo: trabalhem, investiguem, apliquem-se mas por favor, encontrem uma droga para reverter o que é considerado por mim o mais ridículo de todos os síndromes!
Podemos dissertar bastante sobre a condição humana, donde vimos o que fazemos, para que é que fazemos, porque é que fazemos, passamos uma grande parte do tempo a pensar na forma correcta de viver e pouco tempo a viver.
Viver a vida instintivamente, tendo consciência do que magoa, do que dá prazer acaba por ser a forma mais saudável e mais proveitosa de usufruir esta festa que é a vida. No entanto, para chegar a esta conclusão foi necessário perder algum tempo a avaliar a forma mais correcta de viver o que por si só já é uma contradição, porque a vida é isso mesmo um mar de contradições que nos faz duvidar se o que estamos a fazer é correcto mas que também nos dá a convicção de que a melhor táctica é seguir em frente, não tendo medo de cair, não tendo medo de arriscar.
Tenho de confessar que existe em mim um pouco de intolerância no que diz respeito ao medo de viver, faz-me confusão. Ainda não consegui compreender ao ponto de aceitar que se tenha medo de viver, de dar um passo de fé... faz-me confusão a racionalização de sentimentos, a incapacidade de saborear os bons momentos que surgem sem que rapidamente estes estejam esquematizados e calculados em probabilidades de sucessos e insucessos.
Isto pode dever-se ao facto de viver num mundo de algodão doce demasiado cor-de-rosa demasiado sonhador talvez até excessivamente optimista ou simplesmente porque tendo consciência da efemeridade da vida queira aproveitar cada migalha, cada pedaço dela, lambendo os dedos para não perder nenhum pedaço e saboreando cada migalha como se fosse a última.
A vida é um carrocel! Umas vezes em baixo umas vezes em cima mas sempre a rodar!
Cheia de altos e baixos passamos a nossa existência em busca de algo tão abstracto como a felicidade, mas... como conseguir identificá-la? Como saber se é uma miragem ou é real? Como saber onde procurá-la?
Poderíamos passar anos a dissertar sobre estas questões e muitas mais que englobem o conceito de felicidade, a minha noção de felicidade não passará nem perto da tua, da dele, da dela ou mesmo da deles, no entanto, ambos somos unânimes quando dizemos que a procuramos e que a desejamos, faz parte da condição do ser humano. Cada um busca-a à sua maneira e ninguém é mais que ninguém para considerar que uma está correcta e que a outra errada, demasiado ambíguo para ser julgado ou simplesmente demasiado umbigo...
Serve o presente testemunho apenas para lembrar o quanto é bom viver, o quanto é delicioso sonhar, o quanto é bom voar, todas as quedas do mundo valem a efemeridade de um voo e um instante de plena felicidade...
Podemos passar vezes sem conta pelo mesmo lugar, no entanto, ela torna-o sempre diferente, novas surpresas (umas boas umas más) mas sempre nova, sempre surpreendente! Cambalhotas, mortais e outras proezas são o sal da vida, e sem elas a vida seria o verdadeiro tédiozinho, sem tempero apenas aconselhada a doentes.