Sunday, June 18, 2006

porque todos estamos em perigo...

Porque todos estamos em perigo, porque nunca saberemos quando seremos abordados com situações inesperadas porque o imprevisto existe, porque o inesperado acontece...é absolutamente fabuloso ter consciência da fragilidade e da corda bamba em que vivemos é absolutamente genial adormecer sem saber como será o dia seguinte, a vida é uma eterna surpresa, por vezes uma surpresa boa que nos faz viajar até ao mundo dos sonhos por vezes uma surpresa má que nos faz descer até ao calor sufocante do inferno mas sempre uma emocionante viagem repleta de emoções sem as quais dificilmente conseguiríamos viver. Existem momentos em que sentimos uma vontade imensa de sair deste carrocel por acharmos que não conseguimos aguentar com tanto sofrimento, por acharmos que são mais fortes que nós, queremos render-nos encostar-nos aninharmo-nos num local seguro até que a tempestade passe por a julgarmos demasiado grande para nós mas enquanto buscamos esse sitio continuamos a andar algumas vezes mesmo a rastejar mas sem nunca parar. Existe o titulo de um filme que por grande lapso ainda não vi mas pelo qual me apaixonei "de tanto bater o meu coração parou" ás vezes sinto este coração cansado de tanto bater, cansado de tanto errar mas achar que ele pararia seria subestimar toda a sua força e toda a sua capacidade de se renovar e de se manter assim forte e inocente ao ponto de cometer os mesmos erros ao ponto de voltar a amar...

Sunday, March 19, 2006

Alien Nation

:«Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogs aviso do ‘recrutamento’. Ademais, cada participante deve reproduzir este ‘regulamento’ no seu blog.»
Foi-me proposto pelo Ryder elaborar uma pequena lista com manias minhas que me distinguissem do comum dos mortais, imediatamente percebi que seria tarefa fácil uma vez que na maior parte do tempo sinto-me filha de um simpático e pacato casal de extraterrestres que numas ferias ao nosso planeta perdeu o seu rebento.Passando à frente que atrás vem gente e eu não quero ser atropelada por este balão mágico, aqui segue a lista:
- Tenho dificuldade em estar com uma cara séria mesmo quando estou chateada;
- Tenho uma paixão platónica pelos meus pés;
-Sempre que entro num centro comercial tenho instantaneamente uma horrível dor de cabeça (centros comerciais estão para mim como a kriptonite está para o super-homem!)
- Adoro andar sem roupa e tenho dificuldade em compreender o porquê de tantos tabus em relação ao corpo humano, não somos todos iguais? (inevitavelmente todos nós já vimos um corpo do sexo oposto, porquê tanto tabu?)
-Adoro trincar gelo e comer pedrinhas de sal, já experimentaram engolir uma pedrinha de gelo e senti-la a derreter pela garganta?

desafio os seguintes bloguistas:
http://yipeeka-yaymutha-fucka.blogspot.com/
http://angellz.blogspot.com

Sunday, March 05, 2006

Quem somos?

Quanto tempo pode demorar um ser humano até se descobrir? Quantos de nós podem dizer que se conhecem bem a si próprios? Ouvi uma vez esta frase num filme "podes enganar todos durante algum tempo, podes enganar alguém sempre, mas jamais poderás enganar todos todo o tempo" é uma constatação óbvia eu sei mas com esta frase se coloca uma questão que considero pertinente, quanto tempo poderemos nós enganar-nos a nós próprios? Gostamos sempre de imaginar realidades perfeitas, situações perfeitas mas durante quanto tempo conseguiremos manter esse universo (idílico é certo) mas perfeito? E agora interrogam-se o porquê de tantas dúvidas, não são crises existenciais nem estou a entrar em período de reflexão, fui ver o Transamérica, um filme que segundo alguns peca pelo excesso de comédia, na minha opinião o filme está perfeito com tudo q.b. não existe nenhum exagero, é um filme que de uma forma leve mas não displicente aborda um tema muito mais abrangente do que à partida possa parecer, não será preciso dizer que lhe dou a cotação máxima...

Monday, February 13, 2006

Pintarolas

Não, não se trata de uma descrição sobre um tipo de homem trata-se sim de uma descoberta que é bastante óbvia mas que se calhar passou despercebida aos olhos de muitos…
Em português chamamos pintarolas aquela personagem armada em espertalhona aquela que se julga mais que os outros que acha que consegue passar a perna em todos porque é muito mais inteligente correcto?
Pois bem meus caros amigos estão preparados para a grande revelação? Pergunta para euro milhões: Como se chamam os concorrentes directos das pintarolas?
Os SMARTIES!
Já apanharam?
Smarties: espertalhão em inglês!
E agora digam-me, já se tinham lembrado desta?

Thursday, February 09, 2006

Cake- let me go

When she walks
She swings her arms, instead of her hips
When she talks she moves her mouth, instead of her lips
I've waited for her for so long
I've waited for her for so long
I've wondered if I could hang on
I've wondered if I could hang on
Let me go," she said"
Let me go," she said"
Let me go and I will want you more
Let me go, let me go
Let me go and I will want you
When she wants She wants the sun instead of the moon
When she sees She sees the stars inside of her room
I've waited for her for so long
I've waited for her for so long
I've wondered if I could hang on
I've wondered if I could hang on
Let me go, "she said"
Let me go, "she said"
Let me go and I will want you more
Let me go, "she said"
Let me go
Let me go, and I will want you
Let me go, "she said"
Let me go, "she said"
Let me go, "she said"
Let me go, let me go

Monday, January 30, 2006

dar

Já alguma vez repararam como algumas expressões, algumas palavras sozinhas têm uma força tão grande e no meio de tantas passam despercebidas?
"passar por ti" (por exemplo) o que significa realmente passar por alguém? atravessar-lhe a alma como se de repente fossemos fantasmas, penetrar no seu ser, descobrir-lhe segredos que não queria revelar, porém passar por ti tem um significado tão leve e tão suave como um lenço que perdido no vento toca no nosso rosto e subitamente desaparece...

Saturday, January 28, 2006

Excerto de "Filosofia da Alcova" Marquês de Sade

"Eugénia: ...Que entendes pela expressão puta? Desculpa, sabes, mas estou aqui para me instruir.
A Sra. de Saint Age: Desse modo são chamadas, minha linda, aquelas públicas vítimas do deboche do homem, sempre prontas a entregar-se às suas vontades e interesses; essas felizes e respeitáveis criaturas que a opinião publica difama, mas a quem a volúpia coroa e que, sendo muito mais necessárias à sociedade que as recatadas, têm a coragem de, para a servirem, sacrificarem a consideração que essa sociedade ousa arrebatar-lhes injustamente. Vivam aquelas que se sentem honradas com este titulo. Elas é que são as mulheres verdadeiramente amáveis, as únicas realmente filósofas! No que me diz respeito, querida, há doze anos que trabalho para merecer esse titulo."
simplesmente genial!

Jerónimo!!!!!!!!!!!!!!!

Andar nu pela praia a dançar e a sentir a magia do momento, sentir os sentidos em total comunhão e harmonia, levar todos os impulsos ao extremos tornarmo-nos animais que seguem o cheiro, o toque, que reagem a cada impulso sem que a consciência se aperceba. Passamos a vida inteira a controlar todos este instintos e condenamos quem os solta e quem os leva ao extremo, morde! Grita! Sente! Exterioriza todos esses impulsos aprisionados por uma sociedade de brandos costumes que te condena a passar pela tua existência de uma forma suave e indiferente, só conseguimos ser suaves se no momento certo conseguirmos explodir, rebentar, expulsar todas as forças e ficar somente a recuperar levemente de todas essas emoções. Será que o ser humano é capaz de viver sem explodir uma única vez? Será que o ser humano consegue viver uma vida inteira de contenção?

Friday, January 27, 2006

Pudim

Se a esperança tem vida curta também eu quero morrer cedo! Não quero olhar-me um dia no espelho e não reconhecer quem está do outro lado, quero viver a vida intensamente, segundo a segundo, quero andar constantemente surpreendida pelo quotidiano, quero acordar de manhã com um sorriso na boca, quero ser feliz não para sempre mas neste momento, quero entender tudo umas vez por todas (ou por todos...), quero arrepiar-me sentindo o levantar de cada pêlo, quero sentir, quero simplesmentesentir-me a vibrar com o bater do meu próprio coração, quero descobrir o que o faz vibrar, quero!

Wednesday, January 25, 2006

Inconformismos

O mais complicado quando começamos a crescer penso que seja precisamente o choque incontornável com a realidade queremos continuar a viver nesse universo de sonhos e magia onde tudo corre bem mas subitamente acordamos com o despertador da vida a tocar incessantemente depois de uma noite mal dormida. Sabemos perfeitamente que temos de acordar e aceitar a vida como ela é e enfrentar aquele mundo que raramente é perfeito mas que é também nosso.
Será possível viver num eterno inconformismo perante a vida? Será que a busca pela perfeição algum dia terá fim? Ou será que um dia simplesmente a esperança desaparece e ficamos conformados (odeio esta palavra!!!!!!!!).

Tuesday, January 24, 2006

contos ou descontos...

Crescemos a ouvir histórias de príncipes encantados que aparecem em cavalos brancos para salvar jovens donzelas enclausuradas em torres de castelos sombrios, a ver filmes românticos que alimentam todo esse imaginário em que tudo acaba com aquela certeza de felicidade eterna e inevitavelmente acreditamos que a vida será assim.
Andamos sempre em busca dessa felicidade conquistada pelas personagens, essa felicidade tão perfeita que nos faz querer tê-la para nós, e então, crescemos neste universo encantado sonhando que tudo na vida pode atingir esse nível de perfeição o que nos torna seres eternamente insatisfeitos, por muito felizes que sejamos acreditamos sempre que ainda poderemos ser mais. Achamos que ainda não é o suficiente e então abdicamos de pessoas, de oportunidades por considerarmos que ainda haverá uma oportunidade melhor, que aquela felicidade por muito boa que seja ainda não está perfeita. Mas que perfeição é essa se todos os momentos mais felizes que temos surgem na sua maioria de situações pouco perfeitas? Será que a beleza da felicidade está intimamente ligada à perfeição ou será precisamente o oposto? Será que os momentos de maior felicidade têm de ser necessariamente perfeitos? Será essa definição de perfeição tão relativa quanto o conceito de beleza?

Friday, January 20, 2006